Quando eu era mais nova, sentia-me muitas vezes, inferior às outras rapariga da minha idade, porque estas já estavam fartas de namorar, de curtir e de chorar por amores. Tinham uma multidão de rapazes atrás delas, enquanto eu era, muitas vezes rejeitada por eles e usada apenas para um fim. Na maioria das vezes, a razão era a minha deficiência.
Hoje, com seis anos de relacionamento, um filho de um ano e uma vida completamente em comum, eu olho para muitos desses rapazes, já homens, alguns mais velhos até e vejo que continuam sozinhos, de tomates na mão.
E a conclusão a que chego é que eles até me podem ter rejeitado porque eu tenho uma deficiência, mas o problema não era eu. Nunca fui eu. O problema era e é deles.