O que é suposto escrever sobre nós, mais do que: "Olá, eu sou a Dina. Gosto muito de dormir e detesto ervilhas"?
Bem, não sei. Mas vamos a isto:
Olá, eu sou a Dina e sou das ilhas de Bruma. Se ainda não conhecem, não sabem o que estão a perder!
Comecei a escrever antes de aprender a escrever, folheando os livros lá de casa e inventando histórias para as ilustrações. Depois, quando aprendi, deu-se a magia. Escrevi, escrevi, escrevi: contos, histórias, poemas, palavras, pensamentos, frases. Até ao dia em que descobri os blogues... mas até acertar... ui! Haverá, com certeza, dois ou três perdidos por aí, porque eu não compreendia o intuito de ter um blogue. Quando entendi que posso fazer dele o que eu quiser, nunca mais parei. Decidi apenas escrever o que e quando me apetecesse e a coisa encarrilou.
É fantástico, não é? Quando percebemos o sentido das coisas e que nem sempre as coisas — sejam elas o que forem — precisam de fazer sentido. Apenas ser. Foi isso. Houve umas mudanças, mas aguentamo-nos sempre!
— Mas vá lá, quem és tu, afinal? — perguntam vocês, impacientes. Imagino eu.
Não sei. Sou uma pessoa. Uma miúda de trinta e cinco anos. Em tempos, chamavam-me pita. Parece que foi noutra vida, mas foi nesta. Eu gostava de ter um dispositivo para rebobinar, reviver, dar umas chapadas bem dadas a algumas pessoas e apagar momentos, pessoas e lembranças que não interessam a ninguém. Quem mais gostava? Levanta a mão.
Fui mãe pela primeira e (espero eu) última vez em outubro de 2025 e, sinceramente, acho que atingi todos os limites possíveis e impossíveis da normalidade que eu, como portadora de paralisia cerebral (que me confere uma deficiência motora), poderia atingir. Desculpem-me lá, mas se alguém me chamar "fraquinha" ou "deficientinha"... eu parto-lhe os dentes!
Deve haver alguma lei divina que não permita isso; pois, com certeza que sim. ESPERO QUE SIM! Mas, para além disso, continuo uma maluca do caraças ou pior ainda. Acho que a maternidade me ligou a uma tomada com dupla energia. Não sei. Porque nada em mim mudou, só se intensificou: aumentou o sentido de responsabilidade e diminuíram as horas de descanso. De resto, quero as mesmas coisas, tenho os mesmos objetivos, os mesmos ideais, continuo linda, maravilhosa e esquelética como sempre fui 😜. Quero usar um biquíni no verão, bem cavado, para mostrar a minha cicatriz... por que não? Não tenho essas inseguranças. As minhas inseguranças estão ligadas à repercussão da minha deficiência no meu dia a dia, e não ao meu corpo.
Tenho a vida que idealizei? Não. Contudo, tenho o que não imaginei — pelo menos, não desta forma. Se é bom? É, como tudo na vida, tem dias. Se me identifico? Com tudo, não. Mas se ficarmos à espera de nos identificarmos com tudo, ficamos sem nada.
A vida vai-se fazendo e vai tomando a sua forma, e cabe a nós, míseros seres vivos, ir limando as arestas.
Não sei mais o que dizer sobre mim. Considero que, mesmo sem o dizer, me despi toda aqui para vocês.
Porém, vocês querem aquela listinha? Ok.
Cá vai:
Signo? Escorpião;
Cor favorita? Vermelho-vivo;
Prato favorito? Lasanha de carne;
Sopa? Alho-francês;
Estação do ano? Todas;
Música favorita? It's my life, dos Bon Jovi;
Bandas e cantores favoritos? Bon Jovi, Xutos & Pontapés, Pedro Abrunhosa, Blue (90s-2000s) Coldplay, Adele, Imagine Dragons;
Filmes? Les Intouchables, O Menino Maluquinho, Kickboxer - O Desafio do Dragão, a trilogia As Crónicas de Nárnia, Taken, etc.;
Livros favoritos? O Cavaleiro da Dinamarca, A Casa da Rua da Esperança, As Pessoas Felizes Leem e Bebem Café, Os Filhos da Droga, etc.;
Adoro? Dormir, café com leite, doces, mar, piscina e nadar;
Não vivo sem? LEITE!;
Curiosidade? Odeio pentear-me.
E pronto, esta sou eu.
Espero que gostem de me conhecer. Para mais informações, VAI LER O BLOGUE!!
Ainda estás aí?